"O amargo brilho do pó", foi a frase de chamada para
anunciar o triste fim de uma das melhores, senão a melhor cantora do Brasil.
Há trinta anos o Brasil chorava a partida da “PIMENTINHA",
como era conhecida a nossa querida Elis Regina de Carvalho Costa.
Foi em Janeiro de 1982, no dia 27, aos 36
anos de idade, cheia de vitalidade e uma vida vivida mais da metade dentro de
um estúdio nos presenteando com uma voz ímpar, afinadíssima, que vendeu mais de
4 milhões de cópias ; apesar de não ter sido recorde, na época, foram de uma qualidade
tão boa que lhe garantiu uma das mais sólidas reputações da música popular
brasileira. Ao ser encontrada em seu
quarto, em Jardins, S.Paulo, sem vida, 25.000 fãs choraram sua partida;
fizeram-lhe uma última visita no Teatro Bandeirante, palco do seu maior sucesso
e o da despedida. "ELISCÓPTERO”, como era chamada pelo modo eufórico que
agitava os braços e isso parecia despertar a imaginação das pessoas que diziam
que ela era uma cantora que nadava ou uma nadadora que cantava. Gaúcha, de
Porto Alegre, nascida em 17 de Março de 1945, começou cantando em programa
infantil de rádio e só em 1959, teve seu primeiro contrato profissional e um
ano depois, gravou seu primeiro compacto simples, pela Continental. O primeiro
LP, em 1961 e em 1963, parte para o Rio de Janeiro, pois Porto Alegre ficou
pequena demais para aquela voz gigante de Elis... Em 1965 ganhou o Primeiro
Festival de Música Popular Brasileira, com “ARRASTÃO”, de Edú Lobo. Daí em
diante, deslanchou na estrada do sucesso, ao lado dos maiores compositores e
cantores. Em 1979 participou do Festival de Jazz de Montreaux, na Suíça e
gravou um dos seus maiores sucesso: “O bêbado e o Equilibrista”. Em 1982, no auge de sua carreira, partiu,
deixando um importante legado para a música Brasileira. O Brasil chorou e ainda
hoje, 30 anos depois, sente falta da voz, da alegria e daquele sorriso
contagiante, aberto, que sempre transmitiu felicidade.
Porque fez o que fez...?? Nunca se sabe o que
há, de verdade, atrás de um sorriso maravilhoso...
(Clarice Machado)
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