sexta-feira, 23 de março de 2012

"Trinta anos de ausência"

                                

"O amargo brilho do pó", foi a frase de chamada para anunciar o triste fim de uma das melhores, senão a melhor cantora do Brasil.

 Há trinta anos o Brasil chorava a partida da “PIMENTINHA", como era conhecida a nossa querida Elis Regina de Carvalho Costa.

  Foi em Janeiro de 1982, no dia 27, aos 36 anos de idade, cheia de vitalidade e uma vida vivida mais da metade dentro de um estúdio nos presenteando com uma voz ímpar, afinadíssima, que vendeu mais de 4 milhões de cópias ; apesar de não ter sido recorde, na época, foram de uma qualidade tão boa que lhe garantiu uma das mais sólidas reputações da música popular brasileira. Ao ser  encontrada em seu quarto, em Jardins, S.Paulo, sem vida, 25.000 fãs choraram sua partida; fizeram-lhe uma última visita no Teatro Bandeirante, palco do seu maior sucesso e o da despedida. "ELISCÓPTERO”, como era chamada pelo modo eufórico que agitava os braços e isso parecia despertar a imaginação das pessoas que diziam que ela era uma cantora que nadava ou uma nadadora que cantava. Gaúcha, de Porto Alegre, nascida em 17 de Março de 1945, começou cantando em programa infantil de rádio e só em 1959, teve seu primeiro contrato profissional e um ano depois, gravou seu primeiro compacto simples, pela Continental. O primeiro LP, em 1961 e em 1963, parte para o Rio de Janeiro, pois Porto Alegre ficou pequena demais para aquela voz gigante de Elis... Em 1965 ganhou o Primeiro Festival de Música Popular Brasileira, com “ARRASTÃO”, de Edú Lobo. Daí em diante, deslanchou na estrada do sucesso, ao lado dos maiores compositores e cantores. Em 1979 participou do Festival de Jazz de Montreaux, na Suíça e gravou um dos seus maiores sucesso: “O bêbado e o Equilibrista”.  Em 1982, no auge de sua carreira, partiu, deixando um importante legado para a música Brasileira. O Brasil chorou e ainda hoje, 30 anos depois, sente falta da voz, da alegria e daquele sorriso contagiante, aberto, que sempre transmitiu felicidade.

  Porque fez o que fez...?? Nunca se sabe o que há, de verdade, atrás de um sorriso maravilhoso...

 (Clarice Machado)


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